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Diário de uma mulher simples

A vida como ela é.


Sábado, 31.08.13

Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

Tenho um motim aninhado nas minhas mãos. Permaneço inflexível. A insistente rapariga não se detém. O sentido de humor ajuda. Tem de aprender as prioridades. A brincadeira vem depois das obrigações. Uma parede da casa da minha mãe tem uma infiltração que ela foi combatendo conforme podia. Chegou o momento das obras. Todos temos de ajudar fazendo o trabalho não especializado para diminuir a conta que, sem essa ajuda, seria incomportável. Vamos retirar a tralha acumulada e arrumada junto das paredes da garagem para o senhor amanhã poder realizar o seu trabalho. É o que vamos fazer esta tarde.
Esta noite dormi melhor. Desconheço a razão. Foi bom. Nem ouvi o grilo! Antes, adormecia facilmente mas acordava a meio da noite sem conseguir voltar a fechar o ciclo onírico.
Acordei cedo. Talvez tenha sido a preocupação com as listas que demoram a sair. Até ao momento (são 14:00) ainda não sabemos os resultados. Também não há informações. Não sabemos o que se passa. No ME não atendem o telefone e não há indícios de chamadas em espera.
Trabalhámos bastante após o almoço. A garagem está cheia de objectos supérfluos. Como éramos muitos, foi rápido. Colocámos tudo ao centro e libertámos as paredes. Ainda conseguimos separar algumas tralhas para as colocar no contentor com êxito. Acabada a tarefa, dobrei a roupa recolhida do arame e aproveitei para coser o casaco de malha preto e fino da mais velha. Sentia a calma invadir todo o meu corpo aliviando a tensão constante.
No final da tarde, fomos às compras. O preço não justifica a pouca quantidade. É desanimador! O dinheiro voa da carteira! E escolhemos o mais barato!
Mantive o contacto com a minha colega. A lista da mobilidade interna saiu a meio da tarde. Conseguiu a escola dos seus desejos! Não poderia estar mais feliz! Depois de um ano complicado numa escola, a felicidade! Todos estão satisfeitos por ela. Os telefonemas de felicitações sucediam-se.
Sinto uma estranheza incompreensível. Não me recordo de uma espera tão longa. Segundo suspeitas, tudo se deve ao chumbo do Tribunal Constitucional. Mais uma vez, os contratados vão ser um peão no vasto xadrez das intenções governamentais. Dia 2, tenho de entregar o documento da escola no Centro de Emprego. Se as listas dos contratados só sairão, segundo os rumores, lá para o dia 9, este mês vamos ser pagos por outro Ministério que não o da Educação. Os mapas de vencimentos têm de ser enviados até ao dia 10 de cada mês. Ao que parece, esta jogada do governo pretende mostrar à Troika que conseguiu cumprir o défice. Sem comentários.
À noite, estava cansada mas feliz. Tenta-se realizar o máximo para poupar o máximo! E o senhor, trabalhador da construção civil desempregado, nem leva caro. Mas como o dinheiro escasseia, todos fazemos o que podemos. Todos ganhamos com a poupança. E conseguiremos! Dentro desta época conturbada, a união para um mesmo objectivo familiar – a ajuda a um familiar – está a dar resultados. Todos perceberam que essa ajuda é para o bem de todos. Ajudando uma pessoa estamos a ajudar-nos a todos! É um interregno feliz no meio da tempestade económica. As notícias de certas decisões governamentais erradas, dominam a opinião pública. E o sentimento dominante em nada lhe é favorável. É uma ervilha enrugada na intempérie. O governo é formado por pessoas e todos concordam num ponto – não stão a seguir o caminho certo.

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por fatimanascimento às 13:29


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